Jogos Pan-Americanos de Lima

Natação brasileira encerra sua participação no Pan com a melhor campanha da história: trinta medalhas

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Wander Roberto/ COB
Após cinco dias de disputas em Lima, atletas da seleção somaram 10 ouros, nove pratas e 11 bronzes. Neste sábado, cinco pódios decretaram o novo recorde do país nas piscinas.

Após cinco dias de disputas em Lima, atletas da seleção somaram 10 ouros, nove pratas e 11 bronzes. Neste sábado, cinco pódios decretaram o novo recorde do país nas piscinas.

Trinta medalhas em cinco dias de competição. Dez ouros, nove pratas e 11 bronzes. Com esse desempenho espetacular, a natação brasileira obteve neste sábado, 10, em Lima, o melhor resultado de sua história em Jogos Pan-americanos. Na última noite de provas, coube a Guilherme Costa, Caio Pumputis, Leonardo Santos e os revezamentos 4x100m medley superarem a marca anterior, de 26, em Toronto 2015. Nem mesmo o cansaço da viagem acumulado da viagem de vôlta da Coreia do Sul, onde foi disputado o Mundial, ou o frio da capital peruana foram capazes de segurar os nadadores brasileiros, que alcançaram não só o melhor resultado da modalidade em uma edição de Pan, mas também contribuíram para o Time Brasil sair de Lima com sua melhor performance geral na história dos Jogos Pan-Americanos, tanto em número de medalhas quanto em quantidade de ouros.

“Foi um desempenho espetacular da natação brasileira neste Pan. A equipe está de parabéns pelo comprometimento, pelo empenho de nadar as finais e buscar as medalhas. Estamos muito realizados em ter conseguido quebrar esse recorde de medalhas e contribuído para o Time Brasil no quadro de medalhas”, afirmou João Gomes Jr, que aos 33 anos fez sua estreia em Pan.

A sessão começou para o Brasil com as especialistas na maratona aquática, Viviane Jungblut e Ana Marcela Cunha, disputando a final dos 1.500m livre e terminando em quinto e sétimo lugares, respectivamente. Depois foi a vez de Camila Lins terminar em sétimo lugar nos 200m medley feminino.

As primeiras medalhas da noite vieram nos 200m medley masculino, com Caio Pumputis (segundo) e Leonardo Santos (terceiro).

“É sempre bom estar ajudando o Brasil, contribuir com essa medalha. Não fui muito bem no Campeonato Mundial, nem nos 200m peito, há dois dias. Então, consegui dar a volta por cima e mostrei que, mesmo com uma lesão atrapalhando, consegui trazer essa medalha para o país”, disse Caio Pumputis, que está com um problema na virilha.

As duas medalhas já eram suficientes para o Brasil superar a marca de 26 medalhas em uma única edição. Mas ainda tinha Guilherme Costa nos 1.500m (ouro) e os revezamentos 4x100m medley masculino (prata) e feminino (bronze).

Guilherme Costa, de 20 anos, mostrou que, além de velocistas, a natação brasileira também produz grandes fundistas. Costa, mais conhecido como Cachorrão, venceu com a marca de 15min09s93. O americano Nicholas Sweetser foi o segundo e levou a prata (15min14s24) e o mexicano Ricardo Jacobo capturou o bronze (15min14s99). Diogo Villarinho ficou na sexta posição (15min26s94).

"É um sonho. Os Jogos Pan-Americanos são a competição que a gente mais gosta de nadar. Como é o último dia, está todo mundo mais relaxado e todo mundo muito feliz aqui. Sempre foi o meu sonho participar do Pan e dos Jogos Olímpicos. Estou muito feliz com o meu primeiro Pan e por voltar para casa com um ouro", afirmou Cachorrão, como é conhecido entre os nadadores.

E, para encerrar a noite, os revezamentos 4x100m medley masculino e feminino, prata e bronze, respectivamente. No masculino, a equipe nacional (Guilherme Guido, João Gomes Júnior, Vinícius Lanza e Marcelo Chierighini) foi superada por pouco: registrou 3min30s98, contra 3min30s25 dos norte-americanos. A Argentina ficou com o bronze (3min38s41).

O revezamento 4x100m medley feminino (Etiene Medeiros, Jhennifer Conceição, Giovanna Diamante e Larissa Oliveira) cravou o tempo de 4min04s96 e terminou atrás das campeãs norte-americanas (3min57s64) e do Canadá (4min01s90), que levou a prata. Este resultado colocou a nadadora Larissa Oliveira entre as grandes medalhistas do esporte brasileiro na história da competição, com dez medalhas.

"A gente veio para fazer o nosso melhor e a consequência é quebrar várias barreiras. A equipe do Brasil veio preparada para essa competição e todos viemos com objetivos altos. Cada um conseguiu atingir as suas metas que impactaram no quadro de medalhas", destacou Larissa Oliveira.

www.cob.org.br
Comitê Olímpico do Brasil

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