A maior medalhista

‘Miss Pan’: com dez pódios, Larissa Oliveira se iguala a Hypolito e vira a maior medalhista brasileira da competição

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Wander Roberto/COB
Curiosamente, antes da competição, nadadora não imaginava disputar sete provas e desconhecia os recordes

Curiosamente, antes da competição, nadadora não imaginava disputar sete provas e desconhecia os recordes

Não foram apenas as 171 medalhas conquistadas que tornaram histórica a campanha do Time Brasil nos Jogos Pan-americanos. Uma nadadora de 26 anos, natural de Juiz de Fora (MG), também será lembrada pelos recordes alcançados em Lima. Larissa Martins de Oliveira, atleta do Esporte Clube Pinheiros (SP), conquistou sete medalhas na capital peruana e, com isso, atingiu duas marcas expressivas: a de brasileira com mais pódios em uma única edição do Pan (sete) e a de brasileira com maior número de medalhas no evento (dez), ao lado da ginasta Daniele Hypolito.

“Não esperava obter esses feitos. Apesar das três medalhas no último Pan, saí bem frustrada de Toronto. Enfrentei também alguns problemas ao longo desses quatro anos, mas batalhei muito para estar aqui. Então, fico emocionada e é motivo de orgulho alcançar essas marcas”, disse Larissa.

Em uma edição de Jogos Pan-americanos marcada pela força coletiva do Time Brasil, Larissa Oliveira precisou muito da ajuda dos companheiros para chegar às dez medalhas. Afinal, oito de suas conquistas, considerando Toronto e Lima, foram em provas de revezamento.

“A cada fim de prova, mesmo as individuais, dizia que essas medalhas não eram só minhas, e sim de um conjunto de pessoas que estão por trás desses resultados. Essas medalhas são da Larissa, do meu treinador, da comissão técnica e, nos revezamentos, dos meus companheiros. Quando caímos na água, viramos um time só”.

Antes de iniciar a sua participação no Pan, Larissa não imaginava disputar sete provas e desconhecia a possibilidade de se tornar a maior medalhista brasileira no evento. Ela explica como foi alertada sobre esse cenário:

“A definição dos integrantes do revezamento funciona a partir da análise dos melhores tempos e dos atletas que estão disponíveis. Ao longo da temporada, foram levantados alguns pontos e me coloquei à disposição para representar o Brasil. Antes do Pan, tive um papo bem legal com o Jorge Bichara (Diretor de Esportes do COB), não sobre essa questão do recorde. Mas ele me passou confiança e me alertou sobre isso. Após a conversa, adotei outra postura e quis buscar essa meta”.

Passado o Pan, o próximo grande objetivo de Larissa é a classificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. Mais confiante, ela espera que seus recordes ajudem a modalidade a se aproximar cada vez mais do torcedor brasileiro.

“Consegui ajudar o Brasil no Pan e espero um apoio ainda maior. Não me refiro a patrocínios, mas aos torcedores, que saibam o quanto é duro chegar aqui e se sintam orgulhosos pelo que fazemos”.

Além de Larissa, outras duas nadadoras atingiram marcas expressivas em Lima: Etiene Medeiros conquistou cinco medalhas e Manuella Lyrio, quatro. Assim, ambas chegaram a nove pódios na história do Pan.

Confira a lista de medalhas conquistadas por Larissa no Pan:

Toronto 2015
Prata – 4x200m livre
Bronze – 4x100m livre
Bronze – 4x100m medley

Lima 2019
Ouro – 4x100m medley misto
Prata – 4x100m livre
Prata – 4x100m livre misto
Bronze – 100m livre
Bronze – 200m livre
Bronze – 4x200m livre
Bronze – 4x100m medley

www.cob.org.br
Comitê Olímpico do Brasil

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